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50+- O Game da Memória | Complexo Cultural Funarte SP

  • Foto do escritor: Levada Cultural
    Levada Cultural
  • há 11 minutos
  • 4 min de leitura


Comédia dramática 50+- O Game da Memória cria reflexão sobre envelhecimento, com apresentações no Complexo Cultural Funarte SP em setembro

Com direção de Verônica Gentilin, espetáculo propõe uma inversão do olhar para o que consideramos como fim e começo, em uma leitura sobre o tempo



O Grupo TESCOM convida o público a pensar na questão do envelhecimento a partir das memórias compartilhadas entre três amigos em 50+- O Game da Memória, com direção de Verônica Gentilin. O espetáculo, estrelado por Karla Lacerda, Pedro Norato e Ronaldo Fernandes, tem apresentações de 12 a 27 de setembro, na Sala Carlos Miranda, do Complexo Cultural Funarte SP, aos sábados, às 19h30, e aos domingos às 16h.


A montagem propõe uma inversão do olhar para com aquilo que consideramos “fim” e aquilo que consideramos “começo”, provocando uma releitura sobre o “tempo”. Ninguém nasce idoso, tudo é um tornar-se. É nessa fenda que entra a dramaturgia: no processo que cada coisa leva para florescer e acontecer nesse mundo. O envelhecer como verbo e não como substantivo.


Trata-se de um trabalho sobre caminhar e rever esse caminho. A própria estrutura dramatúrgica e de encenação traz essa espiral, que devolve ao final as inquietações do começo, ressignificadas.


“Estamos refletindo muito enquanto sociedade sobre a ‘terceira idade’, sobre os ‘idosos’. Direitos, deveres, políticas públicas. Inserção no mercado. Aposentadoria. Combate ao Etarismo. No entanto, ninguém nasce idoso. Tudo é um tornar-se”, diz a diretora Verônica Gentilin.


Na trama, três amigos, após tomarem um banho de lama rejuvenescedora, veem-se devolvidos a cada ano de suas vidas. Se não foi possível entender o destino vivido até agora, será preciso então, voltar às suas origens. Essa é a dramaturgia de todo ser humano que passa pelo processo de envelhecer. Ao longo da peça, os atores se apropriam aos poucos de suas narrativas e mudam bruscamente suas perspectivas com relação à própria história.


O espetáculo tem como relevância a abordagem da leitura que os artistas fazem sobre o tempo em suas diferentes dimensões — tempos subjetivos, tempos objetivos —, além da relação entre passado, presente e futuro.


“Entre expectativas futuras e memórias passadas. Sinto que sua grande potência é empoderar cada pessoa que assiste apresentando pra ela uma nova perspectiva sobre sua própria trajetória. Como pessoa, como indivíduo, como cidadão. E quem se apodera de seu próprio caminho também compreende melhor o caminho do outro e consegue ‘dançar’ melhor na vida”, reflete Gentilin.


O trabalho fala sobre cumplicidade, culpa, perdão, possibilidades de renovação de um estado de espírito num momento histórico em que estamos muito cansados e sem esperança. E busca tratar de elementos inerentes à jornada humana: a amizade, o envelhecimento, os arrependimentos, as conquistas, os fracassos, as incertezas e, acima de tudo, a inevitabilidade de seguir sempre em frente.


A encenação se pauta na relação dos três atores para dar vida às suas memórias e reflexões, unindo as linguagens do teatro e do audiovisual, ou seja, palavra, imagem, música e vídeo. É uma história tratada em cena com os questionamentos sobre envelhecimento e etarismo, entrecortados com vídeos que agregam outras camadas ao enredo.


As referências que embasam o trabalho vão de Lady Zu a Drauzio Varella, passando por ABBA, Eduardo Dussek, He-Man e Dercy Gonçalves. A ideia é criar uma coletânea de referências e alusões sobre como é envelhecer.

A atmosfera da encenação varia entre o poético e o banal, o denso e o ridículo, o conceitual e o brega, como uma verdadeira colcha de retalhos que costura diferentes facetas pertencentes à mesma pessoa, tal qual uma história é formada de muitos capítulos que, se analisados desconexamente, parecem aleatórios e sem sentido, mas ao serem visualizados dentro do seu contexto, são reconhecidos como partes fundamentais dentro da sequência de acontecimentos que nos guiou através do tempo até o momento presente.


Ficha Técnica

Direção: Verônica Gentilin.

Elenco: Karla Lacerda, Pedro Norato e Ronaldo Fernandes.

Dramaturgia: Verônica Gentilin, Ronaldo Fernandes, Marcelo Marinho, Karla Lacerda e Pedro Norato.

Produção: Júlia Norato e Marcelo Marinho.

Assistente de Produção: Manu Maracatu e Juliana Cremoneze

Visagismo: Karla Lacerda e Júlia Norato.

Coordenação Técnica e Iluminação: André Cajaiba.

Operadores de luz: Acácio Alves e Marco França.

Sonoplastia: Verônica Gentilin e Marcelo Marinho.

Operadores de Som/Projeção: Luiza Penellas.

Edição de Vídeo: Verônica Gentilin.

Captação de Vídeo: Rafael Branco.

Coreografia: Jackson França.

Realização: Grupo Tescom.

Gênero: Peça Teatral (comédia/drama)


Sinopse

Três amigos, após tomarem um banho de lama rejuvenescedora, veem-se devolvidos a cada ano de suas vidas. Se não foi possível entender o destino vivido até agora, será preciso então, voltar às suas origens. Essa é a dramaturgia de todo ser humano que passa pelo processo de envelhecer.


Serviço

50+- O Game da Memória, com Grupo Tescom

Temporada: 12 a 27 de setembro de 2026

Aos sábados, às 19h30, e aos domingos, às 16h

Complexo Cultural Funarte SP - Sala Carlos Miranda - Alameda Nothmann, 1058 – Campos Elíseos, São Paulo – SP )

Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada)

Contato: (11)95078-3004

Duração: 120 minutos

Classificação: 14 anos

Capacidade: 60 pessoas

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