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Blocos de São Paulo convocam ato coletivo em defesa do carnaval de rua da cidade

  • Foto do escritor: Levada Cultural
    Levada Cultural
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Iniciativa dos blocos Acadêmicos do Baixo Augusta, Casa Comigo, Tarado ni Você, Agrada Gregos, Meu santo é pop, Explode Coração, Pagú, entre outros, expõem faixa “RESPEITEM OS BLOCOS DE SÃO PAULO” no Laje do Baixo, na Rua da Consolação.



Em defesa do carnaval de rua de São Paulo e diversos blocos de São Paulo realizam um ato inédito e simbólico, instalando uma megafaixa na varanda da Laje do Baixo, voltada para a Rua da Consolação, com a mensagem: “RESPEITEM OS BLOCOS DE SÃO PAULO”. A ação é um posicionamento público diante do atual cenário de falta de recursos e de pressão crescente enfrentada pelos blocos de rua paulistanos.

 

Blocos representativos da cidade, como Baixo Augusta, Casa Comigo, Tarado ni Você, Agrada Gregos, Meu santo é pop, Explode Coração, Pagú, Minhoqueens, Domingo ela não Vai, Bloco do Tatuapé, Bloco Esfarrapado e Charanga do França, se uniram e fixaram seus estandartes na mesma grade do Laje, formando uma manifestação coletiva em defesa do carnaval de rua como patrimônio cultural, popular e democrático da cidade.

 

A iniciativa ocorre em um momento crítico para o carnaval paulistano. Entre os últimos acontecimentos têm se destacado a disputa desigual por espaço urbano, além do avanço de megablocos altamente patrocinados e a dificuldade financeira sofrida por dezenas de blocos tradicionais, muitos deles até considerando a hipótese de cancelar seus desfiles por falta de condições mínimas para sair às ruas.

 

Com este ato, os cortejos reafirmam a importância do respeito aos territórios, às comunidades e à história do carnaval de rua de São Paulo — e cobra diálogo, novo modelo e políticas públicas que garantam a sobrevivência e a diversidade dessa manifestação cultural. 


Sobre o Acadêmicos do Baixo Augusta

O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta foi fundado em 2009 por uma turma de amigos que reunia empreendedores e entusiastas do bairro para celebrar sua diversidade e revitalização enquanto território livre para manifestações culturais alternativas e para a boemia. A história do Bloco se confunde com o processo de retomada do Carnaval de rua da cidade. Com uma postura ativista diante da necessidade de lutar pelo direito à cidade através da ocupação cultural das ruas, o Acadêmicos do Baixo Augusta se tornou um dos maiores blocos do Brasil, com mais de 1 milhão de pessoas em seus desfiles.

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