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Depois de temporada carioca de sucesso, o monólogo Tráfico estreia em São Paulo, no Teatro Estúdio dia 13 de março, para curta temporada

  • Foto do escritor: Levada Cultural
    Levada Cultural
  • há 7 dias
  • 6 min de leitura

Indicado em cinco categorias dos prêmios APTR e Cesgranrio, o espetáculo tem texto do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, que vive um garoto de programa e matador de aluguel em seu segundo espetáculo do dramaturgo. O primeiro foi o premiado Tebas Land, no qual interpretou Martin.


Na contramão das temporadas cada vez mais curtas nos teatros cariocas, o espetáculo Tráfico comemorou um ano em cartaz, com lotação esgotada em todas as sessões. O monólogo do premiado autor uruguaio Sergio Blanco, com direção de Victor Garcia Peralta e atuação de Robson Torinni, agora estreia em São Paulo, a partir de 13 de março, com sessões de sexta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 18h no Teatro Estúdio.


A peça foi indicada a cinco prêmios de teatro: Prêmio APTR nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni), Melhor Iluminação (Bernardo Lorga) e Melhor Direção de Movimento (Toni Rodrigues) e Prêmio Cesgranrio nas categorias Melhor Ator (Robson Torinni) e Melhor Iluminação (Bernardo Lorga). Em 2026, a peça vai participar dos festivais de Avignon, na França, e Edimburgo, na Escócia, um dos mais consagrados de artes cênicas do mundo. 


Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. O espetáculo foi idealizado pelo ator Robson Torinni, que entra em cena como um garoto de programa que acaba se tornando um matador de aluguel diante da falta de oportunidades na vida. Essa reflexão sobre o papel que nós todos desempenhamos na manutenção de uma sociedade desigualitária tem despertado o interesse cada vez maior dos espectadores. A montagem repete a bem-sucedida parceria entre autor, diretor e ator, depois de “Tebas Land” (2018), que fez temporadas premiadas no Rio de Janeiro, em São Paulo e Avignon – França. 


A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. A partir de uma paixão, a história acessa as áreas mais sombrias da vida desse personagem que, paralelamente à sua profissão de garoto de programa, se tornará um assassino de aluguel. Aos poucos começa a surgir uma trama fascinante que mistura a narração dos seus encontros, sonhos e seu dia a dia. Ao longo da peça, Alex vai se desnudando, expondo o seu lado mais ingênuo e mostrando o seu lado mais monstruoso.


“A peça fala sobre pessoas sem chances na vida, que acabam tendo que seguir caminhos violentos e da corrupção dos poderosos. A história de Alex é a história de muitos no Brasil”, define Victor Garcia Peralta. “A peça tem despertado o interesse das pessoas mais diversas porque propõe uma reflexão difícil, mas importante: o fato de a sociedade ser responsável pela criação de grandes ‘monstros’, e depois descartar essas pessoas sem se conscientizar da própria culpa”, comenta o produtor Sergio Saboya, que também é responsável pelo sucesso e carreira internacional do espetáculo “Tom na Fazenda”.


No espetáculo, Sergio Blanco investe mais uma vez na autoficção, gênero pelo qual ficou conhecido, que mistura relatos reais com invenção, verdade e mentira. A peça começa com o ator Robson Torinni explicando ao público que vai contar a história de Alex. Trechos da vida do dramaturgo também aparecem na criação de um professor universitário que leva seu nome, se envolve com Alex e ganha o apelido de “o francês”. É ele quem encoraja Alex a entrar no mundo do crime. Pela primeira vez Robson Torinni está sozinho em cena, como Alex, que, ao lado de sua moto (e sonho de consumo), alterna relatos de encontros sexuais com outros de grande violência, e dá voz a todos os outros personagens da trama. 


“Foi o próprio Sergio Blanco quem me mostrou o texto, sugerindo que eu montasse. O maior desafio deste projeto é não ter outro ator para trocar em cena. É a minha primeira experiência em um solo, então estou aprendendo a jogar com a plateia. O texto me tocou bastante desde a primeira vez em que li, por falar sobre uma pessoa que, pelas circunstâncias de uma vida periférica sem oportunidades, não conquista nada e segue pelo caminho do crime. A partir daí, a peça toca em vários temas como desejo, sonho, criação, solidão, sexualidade, vício, separação, falta de esperança, beleza, traição e crime”. 


Sobre Sergio Blanco

Diretor e dramaturgo, o franco-uruguaio Sergio Blanco viveu sua infância e adolescência em Montevidéu e atualmente reside em Paris. Depois de estudar filologia clássica, decidiu dedicar-se inteiramente à escrita e à direção de teatro. Suas peças receberam vários prêmios, entre eles, o Prêmio Dramático Nacional do Uruguai, o Prêmio Drama da Inauguração de Montevidéu, o Prêmio Nacional do Fundo de Teatro, o Prêmio Florêncio de Melhor Dançarino, o Prêmio Internacional Casa de las Américas e Prêmios Best Text Theatre na Grécia. Em 2017, sua peça “Tebas Land” recebeu o prestigiado British Award Off West End em Londres. Sua obra foi incorporada ao repertório da Comédia Nacional do Uruguai em 2003 e 2007, com as peças “.45'” e “Kiev”. Entre seus títulos mais conhecidos estão “Slaughter”, “.45'”, “Kiev”, “Opus Sextum, diptiko (vol 1 e 2)”, “Barbarie”, “Kassandra”, “Tebas Land”, “A ira de Narciso” e “Quando você passa sobre meu túmulo”. Várias de suas obras foram publicadas em seu país e no exterior. 


Sobre Victor Garcia Peralta 

Formado no Piccolo Teatro di Milano sob a direção de Giorgio Strehler. Trabalhou em Buenos Aires como ator e diretor em diversos espetáculos. No Brasil, dirigiu o sucesso de público “Os homens são de Marte... E é para lá que eu vou!” (com Mônica Martelli). Também foi responsável pela direção dos espetáculos “Não sou feliz, mas tenho marido” (com Zezé Polessa), “Decadência” (de Steven Berkoff, com Beth Goulart e Guilherme Leme), “Tudo que eu queria dizer” (de Martha Medeiros, com Ana Beatriz Nogueira) e “Quem tem medo de Virginia Woolf?” (de Edward Albee, com Zezé Polessa), “A Sala Laranja: no Jardim de infância” (Victoria Hladilo), “Tebas Land” (Sergio Blanco), pelo qual recebeu o prêmio de melhor direção pelo Botequim Cultural. Na televisão, dirigiu “Alucinadas” (Multishow) e “Gente lesa” (GNT).


Sobre Robson Torinni

Participou de alguns trabalhos no cinema, teatro e televisão. Iniciou sua trajetória na Escola de Atores Globe-SP, passando pela Oficina de Atores da Rede Globo e Escola de Atores Wolf Maya. Formou-se como Bacharel em teatro no Rio de Janeiro e sua primeira produção foi “A Sala Laranja”, seguida pelo premiado espetáculo “Tebas Land, que lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator e duas indicações a Melhor Ator pelo Prêmio Cesgranrio e pelo Prêmio Cenym. No Tráfico, espetáculo atual, recebeu 2 indicações, como melhor ator aos prêmios APTR e Cesgranrio.


FICHA TÉCNICA

Texto: Sergio Blanco  

Atuação: Robson Torinni  

Direção: Victor Garcia Peralta  

Adaptação: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  

Direção de Arte: Gilberto Gawronski  

Iluminação: Bernardo Lorga  

Direção de Movimento: Toni Rodrigues  

Direção Musical: Marcello H.  

Operador de Luz: Rodrigo Lopes  

Operador de Som: Rodrigo Pinho  

Assessoria de imprensa: Pombo Correio

Design Gráfico: Alexandre de Castro  

Fotos: Gabriel Nogueira, Ricardo Brajterman, Callanga e VictorPollak.

Direção de Produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela (Galharufa Produções Culturais) 

Produção executiva: Gustavo Valezzi

Realização: REG'S Produções Artísticas  

Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta  


Sinopse

Tráfico se desenrola a partir do entendimento da coexistência entre as pulsões de vida e de morte em todo ser humano. A peça se passa na periferia de uma cidade latino-americana, cheia de desigualdades, onde vive Alex, um jovem garoto de programa. Os problemas familiares, o relacionamento conturbado com a sua namorada e a vontade de vencer na vida, representada pelo sonho de comprar uma moto de alto luxo, o levam para caminhos sedutores e também muito violentos. 


Serviço 

Tráfico, de Sérgio Blanco

Temporada: 13 de março a 3 de maio de 2026

Às sextas e aos sábados, às 20h, e aos domingos, às 18h.

Teatro Estúdio - Rua Conselheiro Nébias, 891 - Campos Elíseos, São Paulo 

Ingressos: R$ 100 (inteira)  e R$ 50 (meia-entrada), com vendas online em https://bileto.sympla.com.br/event/111566/d/342384/s/2323283


Classificação: 18 anos

Duração: 65 minutos

Acessibilidade: teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida

 
 
 

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