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Sucesso de público e crítica, Rei Lear com elenco formado por drag queens se apresenta no Teatro Sérgio Cardoso

  • Foto do escritor: Levada Cultural
    Levada Cultural
  • 4 de fev.
  • 5 min de leitura

Espetáculo tem direção de Ines Bushatsky, texto adaptado de João Mostazo, e reúne em cena as queens Alexia Twister, vencedora do Prêmio Shell de Melhor Ator, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha.


A aclamada montagem da Cia. Extemporânea da tragédia Rei Lear, de William Shakespeare, retorna a São Paulo para duas apresentações na sala Nydia Lícia do Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo sob gestão da Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), nos dias 24 e 25 de fevereiro, terça e quarta-feira, às 20h.


Dirigida por Ines Bushatsky, a peça traz no elenco as drags Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores e Xaniqua Laquisha. O dramaturgo João Mostazo assina a adaptação do texto. 


Pela atuação como o Rei, a drag queen Alexia Twister venceu em 2025 o Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator. Alexia foi a primeira drag queen na história a ser indicada e vencer o prêmio mais importante do teatro brasileiro.


Entre as premiações que o espetáculo recebeu, ainda, estão o Prêmio Arcanjo, concedido em 2024 à Cia. Extemporânea, na categoria Prêmio Especial, por “inovar Shakespeare com drags”, e a indicação de DaCota Monteiro, no mesmo ano, ao Prêmio Prio de Humor.


Considerada pelo jornal Folha de S. Paulo como uma das melhores peças de 2024, com crítica de 5 estrelas, Rei Lear estreou naquele ano no Teatro Anchieta do Sesc Consolação, onde realizou uma temporada de enorme sucesso. Em seguida a peça realizou temporadas nos teatros Alfredo Mesquita e Arthur Azevedo, em São Paulo, antes de circular, ao longo de 2025, por vários estados do Brasil. Integrando as mostras dos mais importantes festivais do país, como o Festival Nacional de Teatro de Recife, o Festival de Curitiba e o FIT-Rio Preto, o espetáculo também foi aclamado em cidades como Santos e Franca.


Ao longo de 2024 e 2025, a peça foi assistida por mais de 10 mil pessoas em todo o Brasil. Agora, o espetáculo retorna a São Paulo pela primeira vez desde as temporadas de estreia, para duas apresentações no teatro Sérgio Cardoso. As apresentações integram o projeto de Fomento ao Teatro “Amanhã, e depois, e amanhã: 10 anos de Cia. Extemporânea”, com ingressos a preços populares.


Na tragédia de Shakespeare, Lear, rei da Bretanha, está muito velho e anuncia que decidiu dividir seu reino entre suas três filhas: Goneril, Regan e Cordelia. Antes de passar a coroa, o monarca pergunta: “qual das três me ama mais?”. Quem demonstrasse maior amor pelo pai ganharia a maior porção de terras. Cordelia, a mais nova e a única que o ama genuinamente, se recusa a participar daquele jogo. 


Furioso, Lear decide condenar a caçula ao exílio. Após o banimento da irmã, Regan e Goneril começam uma luta violenta pelo poder. Traído pelas filhas, o velho rei vê seu reino à beira de uma guerra e afunda em uma espiral de loucura, arrependido por banir a única pessoa que o amou de verdade.


Sobre a Cia. Extemporânea

Fundada em 2015, a Cia. Extemporânea tem como horizonte de pesquisa a intersecção entre comédia e violência, com foco para a produção de dramaturgia autoral e a encenação de temas de relevância política e social. Desde a sua criação a companhia vem desenvolvendo uma pesquisa consistente que já atravessou diversas abordagens e temas, levando o grupo a alcançar um lugar de cada vez maior destaque na cena paulistana atual. 


Entre 2015 e 2024 a companhia criou as peças Fauna fácil de bestas simples (2015), A demência dos touros (2017) e Roda morta (2018), B de Beatriz Silveira (2021), O mistério cinematográfico de Sendras Berloni (2022), Dr. Anti (2022) e A gente te liga, Laura (2024). Em 2025, a companhia foi contemplada pelo edital de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de São Paulo, com projeto que celebra os 10 anos de existência do grupo.


Sinopse

Lear, rei da Bretanha, decide dividir o reino entre as suas três filhas, Cordelia, Regan e Goneril. Porém, Cordelia se recusa a participar do ritual de passagem da coroa, e o rei, furioso, a condena ao exílio. O exílio de Cordelia põe em marcha a completa desagregação do reino. Sem coroa, traído pelas filhas e vendo seu reino à beira da guerra, Lear afunda em uma espiral de loucura.


Ficha Técnica

Direção: Ines Bushatsky

Texto adaptado e assistência de direção: João Mostazo

Elenco: Alexia Twister, Antonia Pethit, DaCota Monteiro, Ginger Moon, Lilith Prexeva, Maldita Hammer, Mercedez Vulcão, Thelores, Xaniqua Laquisha

Cenário: Fernando Passetti

Luz: Aline Santini

Figurino: Salomé Abdala

Visagismo: Malonna e Polly

Trilha sonora e operação de som: Gabriel Edé

Preparação vocal: Felipe Venâncio

Operação de luz: Cauê Gouveia, Vinicius Hideki

Contrarregragem: Felipe Venâncio, Matias Ivan Arce, Diego França Costureiras: Caio Katchborian, Nana Simões, Salomé Abdala

Sapatos: Porto Free Calçados

Bordados: Alesha Bruke, Salomé Abdala

Arte gráfica: Lidia Ganhito

Assistente de Produção: Iolanda Sinatra

Direção de Produção: Tetembua Dandara 

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio 


Este projeto foi contemplado pela 45ª edição do Fomento ao Teatro - Secretaria Municipal de Cultura.


Serviço

Rei Lear, da Cia. Extemporânea

24 e 25 de fevereiro, às 20h

Teatro Sérgio Cardoso – R. Rui Barbosa, 153 - Bela Vista, São Paulo 

Ingressos: Plateia: R$40 (inteira), R$20 (meia-entrada) | Balcão: R$30 (inteira), R$15 (meia-entrada)

Classificação: 14 anos

Duração: 120 minutos 

Capacidade: 827 lugares


Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em mais de 40 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital, e foi fundamental  nos dois anos de pandemia, quando abriu as portas, a partir de rígidos protocolos de saúde. 


Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações e aulas de dança no hall do teatro.


Sobre a Amigos da Arte

A Associação Paulista dos Amigos da Arte é uma Organização Social de Cultura que trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde 2004. Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 20 anos de atuação, a Organização desenvolveu mais de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.


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